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Mato Grosso do Sul

Governo amplia prazo de adesão a programa que paga por preservação do Pantanal

Produtores rurais agora têm até 30 de abril para aderir ao programa que oferece pagamento pela conservação ambiental no bioma.

Redação Pantanal Oficial
06 de abril de 2026
Governo amplia prazo de adesão a programa que paga por preservação do Pantanal

O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou a prorrogação do prazo de inscrições para o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do Bioma Pantanal, iniciativa que remunera proprietários rurais pela conservação da vegetação nativa. A nova data limite passa a ser 30 de abril de 2026, ampliando o período inicialmente previsto até 6 de abril

A decisão foi oficializada em publicação no Diário Oficial desta segunda-feira (6) e tem como objetivo ampliar a adesão ao programa, considerado estratégico para a preservação de um dos biomas mais importantes do planeta.

O que é o programa de preservação do Pantanal?

O PSA Pantanal é uma política pública que recompensa financeiramente produtores rurais que mantêm áreas preservadas além do mínimo exigido por lei. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e utiliza recursos do Fundo Clima Pantanal.

O programa integra um conjunto maior de ações ambientais no Estado, voltadas à redução de impactos das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade, especialmente em um cenário de aumento de queimadas e eventos extremos no bioma.

Quem pode participar?

Podem se inscrever proprietários de áreas localizadas total ou parcialmente no Pantanal sul-mato-grossense. Para participar, é necessário apresentar:

  • Documentos pessoais

  • Certidões negativas

  • Comprovante de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR)

A estimativa do governo é que cerca de 3,5 mil propriedades estejam aptas a participar do programa na região.
Quanto o programa paga?

Os valores pagos variam conforme o tipo de compromisso ambiental assumido:

  • R$ 55,47 por hectare ao ano para áreas preservadas além do exigido por lei

  • Limite de até R$ 100 mil por propriedade ou R$ 300 mil por grupo econômico

  • Incentivos fixos para quem desiste de desmatamento autorizado:

    • até 30 hectares: R$ 15 mil

    • de 31 a 100 hectares: R$ 30 mil

    • acima de 100 hectares: valor adicional proporcional
      Investimento e impacto ambiental

      O programa foi lançado com investimento inicial de aproximadamente R$ 30 milhões, dentro das diretrizes da chamada Lei do Pantanal.

      A proposta é incentivar a conservação voluntária e criar uma fonte de renda sustentável para produtores rurais, alinhando produção agropecuária com proteção ambiental. A iniciativa também fortalece o papel do estado em políticas de financiamento climático, que incluem mecanismos de incentivo à preservação e economia de baixo carbono.
      Importância estratégica para o Pantanal

      Considerado o maior sistema úmido continental do mundo, o Pantanal enfrenta desafios crescentes, como secas prolongadas e incêndios florestais. Nesse contexto, programas de pagamento por serviços ambientais são vistos como ferramentas essenciais para:

      • Reduzir o desmatamento

      • Estimular práticas sustentáveis

      • Preservar a biodiversidade

      • Garantir renda ao produtor rural


      Novo prazo amplia oportunidades

      Com a prorrogação até o fim de abril, o governo espera aumentar a adesão ao programa e ampliar a área protegida no bioma. A medida também permite que produtores que perderam o prazo inicial tenham nova chance de participar da iniciativa.

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