Na região mais isolada do Pantanal sul-mato-grossense, onde o deslocamento depende do ritmo dos rios, uma mudança aparentemente simples redefiniu o cotidiano de uma família ribeirinha na Serra do Amolar.
Moradora da região, a pescadora Edilaine Nogales de Arruda vivia uma realidade comum a quem está distante dos centros urbanos: dificuldade de acesso a serviços básicos e políticas públicas. A emissão de documentos essenciais, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), exigia longas viagens até Corumbá, muitas vezes inviáveis.
O cenário começou a mudar com a atuação da Agraer durante a 10ª Expedição Pantanal. Técnicos levaram atendimento até comunidades isoladas, garantindo acesso a direitos e inclusão em programas de fomento.
Com o cadastro regularizado, a família conseguiu financiamento pelo Pronaf B para adquirir um motor de barco,equipamento que redefiniu a logística e a renda. Antes, a venda do pescado dependia de compradores ocasionais que chegavam até a casa. Agora, a produção pode ser transportada, ampliando mercados e oportunidades.
O impacto vai além da economia. A redução do tempo de deslocamento até a cidade trouxe mais segurança e acesso a serviços, inclusive em situações de emergência. O que antes levava um dia inteiro de viagem passou a ser feito em menos tempo, encurtando distâncias em uma das áreas mais remotas do Estado.
Mais do que um equipamento, o motor representa autonomia. A possibilidade de escolher quando e para onde ir, negociar a produção e permanecer no território por opção, não por falta de alternativa.
A iniciativa reforça o papel da assistência técnica e das políticas públicas no fortalecimento da agricultura familiar e das comunidades tradicionais, especialmente em regiões onde o acesso físico ainda é um dos maiores desafios.








