Currais elétricos protegem o gado durante a noite
Na região pantaneira, onde a presença da onça-pintada é símbolo de biodiversidade e também motivo de conflito com a pecuária, iniciativas de manejo vêm mudando esse cenário.
Na Pousada Piuval, o dia termina com uma operação coordenada: peões conduzem o rebanho para currais com cerca elétrica, onde os animais passam a noite protegidos, período de maior atividade dos grandes predadores.
A técnica reduz a vulnerabilidade do gado, especialmente de bezerros, considerados presas mais fáceis.
Parceria fortalece estratégia de coexistência
A ação é compartilhada pelo Instituto Impacto, em parceria com a pousada, como exemplo prático de convivência entre produção rural e conservação ambiental.
O modelo se baseia em prevenção e não em reação. Ao proteger o rebanho, diminui-se a chance de ataques e, consequentemente, a retaliação contra onças, um dos principais fatores de risco para a espécie.
Rotina exige colaboração no campo
O manejo depende diretamente do trabalho diário dos peões, que conduzem o gado no fim da tarde até os currais. A prática exige disciplina e adaptação da rotina da fazenda, mas tem se mostrado eficiente e replicável em outras áreas do Pantanal.
Além da proteção física, o método contribui para uma mudança cultural com a substituição do conflito pela coexistência.
Conservação e economia caminham juntas
Ao evitar perdas no rebanho, o produtor reduz prejuízos financeiros. Ao mesmo tempo, a proteção da onça-pintada mantém o equilíbrio ecológico e fortalece o turismo de natureza, uma das principais atividades econômicas da região pantaneira.
A experiência mostra que soluções baseadas em manejo inteligente podem alinhar conservação e produção. No Pantanal, proteger o gado à noite significa também proteger a onça-pintada e garantir o futuro da biodiversidade.
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