O Pantanal voltou a ganhar destaque estratégico ao sediar uma das maiores operações militares fluviais da América Latina. A chamada Operação Ribeirinha Combinada Acrux reúne forças navais de cinco países, Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, em um treinamento conjunto voltado à segurança de fronteiras.
A operação acontece ao longo da hidrovia Paraguai-Paraná, entre os dias 20 e 25 de abril, com base logística nos municípios de Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul.
Integração entre países
O principal objetivo do exercício é aprimorar a interoperabilidade entre as forças armadas dos países participantes, permitindo ações coordenadas em situações reais, como combate ao crime organizado e proteção de áreas estratégicas.
Mais de 700 militares participam da operação, que envolve navios, embarcações rápidas, aeronaves e tropas de fuzileiros navais.
A estrutura mobilizada demonstra o nível de complexidade da ação, considerada essencial para fortalecer a presença dos países na região de fronteira.
Por que o Pantanal?
A escolha do Pantanal não é por acaso. A região oferece condições ideais para esse tipo de treinamento, com extensas áreas alagadas, rios navegáveis e desafios logísticos que simulam cenários reais de operação.
Além disso, a presença do 6º Distrito Naval da Marinha em Ladário facilita a coordenação das atividades e o deslocamento das forças envolvidas.
Simulações reais e desafios logísticos
Durante a operação, os militares realizam exercícios práticos que incluem patrulhamento fluvial, resgates, apoio logístico e ações táticas em áreas de difícil acesso.
As atividades ocorrem ao longo de cerca de 100 quilômetros do rio Paraguai, exigindo planejamento detalhado, integração entre equipes e coordenação multinacional.
Segundo os organizadores, a preparação da operação leva pelo menos um ano, envolvendo desde logística de transporte até autorizações internacionais e definição de estratégias.
Segurança e combate ao crime
Outro ponto central do treinamento é o enfrentamento de crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas e contrabando, comuns em regiões de fronteira.
A operação também conta com a participação de órgãos brasileiros, como a Polícia Federal, ampliando a atuação integrada entre diferentes instituições.




