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EnciclopédiaPsitacídeos

Anodorhynchus hyacinthinus (Arara-azul-grande)

A arara-azul-grande é a maior arara do mundo e um dos símbolos máximos do Pantanal, com plumagem azul-cobalto deslumbrante.

Redação Pantanal Oficial
22 de julho de 2023
Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) — a maior arara do mundo
Arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) — a maior arara do mundo

Anodorhynchus hyacinthinus (Arara-azul-grande): A Joia do Pantanal

Introdução

A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) é a maior arara do mundo e um dos maiores psitacídeos existentes. Com plumagem azul-cobalto deslumbrante e anel periocular amarelo vibrante, esta espécie é considerada um dos maiores símbolos do Pantanal e um dos animais mais emblemáticos do Brasil. Sua presença no bioma é um indicador direto da qualidade ambiental, pois necessita de palmeiras nativas — especialmente a acuri (Attalea phalerata) — para se alimentar e de árvores de grande porte com cavidades para nidificar [1] [2].

Classificação Científica

Categoria Classificação
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Psittaciformes
Família Psittacidae
Gênero Anodorhynchus
Espécie Anodorhynchus hyacinthinus
Nome popular Arara-azul-grande, Arara-azul, Arara-de-lear

Descrição

A arara-azul-grande é a maior arara do mundo, medindo entre 95 e 100 cm de comprimento (incluindo a longa cauda) e pesando entre 1,2 e 1,7 kg. A plumagem é inteiramente azul-cobalto brilhante, com um anel periocular amarelo e uma mancha amarela na base do bico. O bico é preto, extremamente robusto e curvado, capaz de quebrar as sementes mais duras das palmeiras do Pantanal [1] [3].

Distribuição Geográfica

Ocorre em três populações isoladas no Brasil: Pantanal (maior população), Amazônia (região do rio Tocantins) e Nordeste (Maranhão e Piauí). O Pantanal abriga a maior e mais viável população da espécie, estimada em mais de 5.000 indivíduos — mais de 90% da população total [1] [4].

Habitat

No Pantanal, a arara-azul-grande está intimamente associada às palmeiras de acuri (Attalea phalerata) e bocaiuva (Acrocomia aculeata), que constituem a base de sua dieta. Frequenta campos com palmeiras, matas ciliares e capões de mata. Para nidificar, necessita de árvores de grande porte com cavidades naturais, especialmente o manduvi (Sterculia apetala) [2] [3].

Comportamento

A arara-azul-grande é monogâmica e forma casais estáveis por toda a vida. É altamente vocal, emitindo gritos estridentes que podem ser ouvidos a grande distância. Fora da época reprodutiva, forma bandos de dezenas de indivíduos que se deslocam entre as palmeiras [1] [2].

Alimentação

Alimenta-se quase exclusivamente de sementes de palmeiras, especialmente acuri e bocaiuva. O bico poderoso permite quebrar as cascas extremamente duras dessas sementes. Também consome frutos de outras espécies e visita barreiros para ingerir minerais [3] [4].

Reprodução

Nidifica em cavidades naturais de árvores, especialmente o manduvi. A fêmea deposita de 1 a 3 ovos brancos. A incubação dura cerca de 28 dias. Os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 105 dias. O intervalo entre reproduções é de 2 anos [1] [3].

Status de Conservação

Classificada como Vulnerável (VU) pela IUCN. O Projeto Arara-Azul, iniciado em 1990 pela bióloga Neiva Guedes no Pantanal, é considerado um dos maiores sucessos de conservação do Brasil — a população pantaneira cresceu de menos de 1.500 indivíduos nos anos 1980 para mais de 5.000 atualmente [1] [5].

Referências

[1] SICK, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira. [2] GUEDES, N.M.R. (2003). Hyacinth Macaw (Anodorhynchus hyacinthinus) in the Pantanal*. Ararajuba, v.11. [3] DEL HOYO, J. (1992). Handbook of the Birds of the World. Lynx Edicions. [4] IUCN. (2023). Anodorhynchus hyacinthinus. The IUCN Red List of Threatened Species. [5] COLLAR, N.J. (1992). Threatened Birds of the Americas. ICBP.

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