MT · MS
18/04/26 · 06:09·PT|EN
Pantanal Oficial
🌫️Corumbá22°C
Batayporã
EnciclopédiaPsitacídeos

Ara chloropterus (Arara-vermelha)

A arara-vermelha é a maior arara do mundo, com plumagem predominantemente vermelha e detalhes em verde e azul.

Redação Pantanal Oficial
01 de abril de 2026
Arara-vermelha (Ara chloropterus) com plumagem vermelha e verde
Arara-vermelha (Ara chloropterus) com plumagem vermelha e verde

Ara chloropterus (Arara-vermelha): A Maior Arara do Mundo

Introdução

A arara-vermelha (Ara chloropterus) é a maior arara do mundo e uma das aves mais imponentes do Pantanal. Com plumagem predominantemente vermelha e detalhes em verde e azul, esta espécie impressiona tanto pela beleza quanto pelo tamanho — podendo atingir 90 cm de comprimento. Seus gritos estridentes ecoam pelas matas ciliares e capões pantaneiros, anunciando sua presença a grande distância [1] [2].

Classificação Científica

Categoria Classificação
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Aves
Ordem Psittaciformes
Família Psittacidae
Gênero Ara
Espécie Ara chloropterus
Nome popular Arara-vermelha, Arara-verde-vermelha, Macao

Descrição

A arara-vermelha é a maior arara existente, medindo entre 85 e 96 cm de comprimento e pesando entre 1,0 e 1,7 kg. A plumagem é predominantemente vermelha, com as coberteiras das asas verde-escuras e as rêmiges azul-turquesa. A face é branca com listras de penas vermelhas e olhos amarelos. O bico é robusto, com a mandíbula superior de cor clara e a inferior escura [1] [3].

Distribuição Geográfica

Possui a maior distribuição geográfica entre as araras, ocorrendo do México até o norte da Argentina. No Brasil, é encontrada em praticamente todos os biomas, sendo particularmente comum no Pantanal, Cerrado e Amazônia [1] [4].

Habitat

Frequenta matas ciliares, cerradão, capões de mata e florestas de galeria. No Pantanal, é mais comum nas bordas de matas próximas a campos abertos, onde encontra tanto locais de nidificação quanto áreas de alimentação [2] [3].

Comportamento

Similar à arara-canindé, é monogâmica e forma casais permanentes. É altamente territorial durante a época reprodutiva, defendendo ativamente a área ao redor do ninho. Fora desta época, pode ser vista em grupos de até 30 indivíduos [1] [2].

Alimentação

Alimenta-se de sementes, frutos, nozes e flores. No Pantanal, consome frutos de bocaiuva, acuri, figueiras e diversas outras espécies. Ocasionalmente, visita argilas minerais (barreiros) para ingerir minerais que neutralizam toxinas presentes em algumas sementes [3] [4].

Reprodução

Nidifica em cavidades de árvores de grande porte, especialmente árvores mortas em pé. A fêmea deposita de 2 a 3 ovos brancos. A incubação dura cerca de 28 dias. Os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 105 dias [1] [3].

Status de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN. Como a arara-canindé, enfrenta pressão do tráfico de animais silvestres e perda de habitat [1] [5].

Referências

[1] SICK, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira. [2] TUBELIS, D.P.; TOMAS, W.M. (2003). Bird species of the Pantanal wetland, Brazil. Ararajuba, v.11, n.1. [3] DEL HOYO, J. et al. (1992). Handbook of the Birds of the World. Lynx Edicions. [4] IUCN. (2023). Ara chloropterus. The IUCN Red List of Threatened Species. [5] COLLAR, N.J. et al. (1992). Threatened Birds of the Americas. ICBP.

Compartilhe esta matéria
Telegram
Siga-nos: