Ara ararauna (Arara-canindé): A Arara Azul-e-Amarela do Pantanal
Introdução
A arara-canindé (Ara ararauna) é uma das aves mais coloridas e carismáticas do Pantanal. Com sua deslumbrante plumagem azul-turquesa nas partes superiores e amarela nas partes inferiores, esta arara de grande porte é um dos maiores atrativos para observadores de pássaros e turistas que visitam o bioma. Seu voo em casais ou grupos sobre os capões de mata e as matas ciliares é uma das imagens mais icônicas do Pantanal [1] [2].
Classificação Científica
| Categoria | Classificação |
|---|---|
| Reino | Animalia |
| Filo | Chordata |
| Classe | Aves |
| Ordem | Psittaciformes |
| Família | Psittacidae |
| Gênero | Ara |
| Espécie | Ara ararauna |
| Nome popular | Arara-canindé, Arara-azul-e-amarela, Canindé |
Descrição
A arara-canindé é uma das maiores araras do mundo, medindo entre 76 e 86 cm de comprimento (incluindo a longa cauda) e pesando entre 900 g e 1,3 kg. A plumagem das partes superiores é azul-turquesa brilhante, enquanto as partes inferiores (peito, ventre e face interna das asas) são amarelo-douradas. A face é branca com listras de penas pretas e olhos amarelos. O bico é preto, robusto e curvado — adaptado para quebrar sementes e frutos duros [1] [3].
Distribuição Geográfica
Ocorre desde o leste do Panamá até o norte da Bolívia e Brasil central. No Brasil, é encontrada na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. No bioma pantaneiro, é uma espécie residente e relativamente comum, especialmente no Pantanal Norte [1] [4].
Habitat
Frequenta matas ciliares, capões de mata, cerradão e bordas de florestas próximas a áreas abertas. Necessita de árvores com cavidades para nidificação, especialmente palmeiras e árvores de grande porte [2] [3].
Comportamento
A arara-canindé é uma ave monogâmica que forma casais estáveis por toda a vida. É altamente vocal, emitindo gritos estridentes que podem ser ouvidos a grande distância. Fora da época reprodutiva, forma bandos de dezenas de indivíduos que se deslocam em busca de alimento [1] [2].
Alimentação
Alimenta-se principalmente de sementes, frutos, nozes e flores. No Pantanal, consome frutos de diversas espécies nativas, incluindo bocaiuva, acuri e outras palmeiras. O bico poderoso permite quebrar sementes extremamente duras [3] [4].
Reprodução
Nidifica em cavidades naturais de árvores ou em ninhos escavados em barrancos. A fêmea deposita de 2 a 3 ovos brancos. A incubação dura cerca de 26 dias, realizada principalmente pela fêmea. Os filhotes permanecem no ninho por aproximadamente 90 dias [1] [3].
Status de Conservação
Classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN. Apesar de relativamente comum, enfrenta pressão do tráfico de animais silvestres — é uma das aves mais capturadas ilegalmente no Brasil para o comércio de animais de estimação [1] [5].
Referências
[1] SICK, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Nova Fronteira. [2] TUBELIS, D.P.; TOMAS, W.M. (2003). Bird species of the Pantanal wetland, Brazil. Ararajuba, v.11, n.1. [3] DEL HOYO, J. et al. (1992). Handbook of the Birds of the World. Lynx Edicions. [4] IUCN. (2023). Ara ararauna. The IUCN Red List of Threatened Species. [5] COLLAR, N.J. et al. (1992). Threatened Birds of the Americas. ICBP.








